Storytelling + Storydoing no Espaço Digital

“Há muitas maneiras de contar histórias” começou por referir Edson Athayde no início do 67º Digital Drink que teve lugar na passada 4ª feira às 19h. 

Nesta conversa informal e divertida o nosso convidado começou por explicar que propôs como tema do evento esta dicotomia storytelling + storydoing no mundo digital, porque há muitas pessoas e há muitos anos a falar sobre o tema, e é, por isso, importante desmitificar o mesmo. 

Edson Athayde frisou que se não encontrarmos maneiras de contar histórias mais interessantes, que soem a fresco, que envolvam as pessoas e o mundo, corremos o risco de as histórias ficarem perdidas e nós não queremos que isso aconteça, pois não? 

 

Numa pergunta sorridente, surgiu a questão: Qual será o impacto da App Clubhouse no mundo do Storytelling? 

À qual o nosso orador não tardou a responder e a clarificar de que estávamos agora perante um “pavilhão atlântico das conversas”, a atual tendência dos marketeers, a nova plataforma para eventos, como se de um Websummit para qualquer assunto, se tratasse. 

Mencionou que este fenómeno ainda com muito pouco tempo já tem programas com horário fixo e que se trata de Storydoing puro, ficando o apelo para que as empresas não se esquecessem de utilizar a App do momento em prol das suas marcas. 

Já a meio desta conversa de final de tarde Edson não quis deixar ninguém ir embora sem que revelasse algumas dicas de como usar o Storytelling numa marca. 

Começou por dizer que o Storytelling pode ser uma peça única de comunicação como a própria vida da marca e a sua narrativa. Mas independentemente do caminho escolhido, a verdade é que há uma coisa que não muda: 

“o Storytelling é algo que seduz, que chama a atenção, que persuade e que vende e que quando não há Storytelling estamos apenas a informar e informar não é vender.” Referiu ainda que como é natural, nenhuma marca pode viver só de storytelling mas também não pode viver apenas de informar e é aqui que reside o equilíbrio. 

Mesmo antes de falar do reverso da moeda do Storytelling contou a todos que o Storytelling deve ser feito de maneira a que não pareça que está a ser feito e que essa é uma das maneiras para ter sucesso na estratégia.  

Mas como nem tudo são rosas, o Storytelling não foge à regra e também tem as suas desvantagens, especialmente no mundo online, em que nos dias que correm é cada vez mais difícil captar a atenção das pessoas e que, por esse motivo, temos que ser cada vez mais astutos a fazê-lo, não basta ter apenas uma boa história para contar, temos que ser os melhores.   

Da questão: Uma empresa B2B, como o caso de algumas empresas onde já estive, empresa de construção e uma empresa de biofertilizantes, não é muito fácil falar para essas pessoas, pode partilhar connosco o truque?

Edson de uma maneira divertida respondeu: “O segredo é que nunca é fácil, mas temos que nos lembrar sempre que uma história não é qualquer história, tem que existir ação. O engenheiro a quem queremos chegar é também uma pessoa, tem um filho, tem um cão, tem problemas e o truque é mostrar que a minha marca percebe os seus problemas e vai ajudá-lo de alguma maneira”. 

Há muitas maneiras de cativar as pessoas, um e-mail, uma peça de comunicação, mas as empresas têm que perceber que o mundo existe e que esse mundo tem problemas, não podem mostrar só o positivo, o perfeito.   

Na visão de Edson, não faz sentido uma marca afirmar a toda a hora que é perfeita, pois isso não é credível. O consumidor já não gosta da conversa comercial, e é, por isso, extremamente importante normalizar o facto de que as empresas não são perfeitas, que são feitas de pessoas para pessoas e terminou a resposta com o caso Domino’s Pizza, que aquando de um inquérito ao consumidor se apercebeu que ninguém gostava das suas pizzas. Após se aperceber de tal coisa, numa ação muito inteligente resolveu assumir os resultados do inquérito e revelar isso a todos com o objetivo de pedir ajuda para fazer as pizzas mais incríveis de sempre e adivinhem? Resultou! 

Quase no final deste evento falou-se em humor, que levou até Edson a relembrar algumas campanhas das quais foi responsável e explicou o que mudaria se fosse hoje. 

 

O Humor, as estórias e a criatividade nas marcas

Este tópico levou um dos participantes a perguntar se o tema do humor e da sensibilidade do consumidor cada vez mais marcante não era algo que complicava a vida aos marketeers? 

Edson explicou que isso sempre existiu e que era algo que temos que ter atenção, mas aprender a lidar da melhor maneira. 

A 5 minutos do final desta conversa um participante lá conseguiu colocar a que seria a última questão deste evento incrível e que tinha tudo para durar mais um par de horas. O participante perguntou como é que continuamos a contar histórias numa mesma empresa, mas garantindo que soa sempre a fresco.  

O nosso convidado respondeu com um exemplo prático e nós concordamos que não há melhor maneira de responder a uma questão, não são da mesma opinião? 

Deu como exemplo o caso de uma campanha que projetou há pouco tempo, para a marca Mimosa, e explicou que neste caso escolheram ir pelo lado mais simples e focaram-se em duas coisas: 

Quando é que o leite é bom? e na visão simples e descomplicada das crianças. Escolher o olhar infantil como o principal para a marca funcionou. Daqui conseguiram tirar vários capítulos e se a história for bem contada não enjoa. 

Um dos participantes concordou plenamente e disse logo em seguida: quem é que não se lembra do “Bom dia Pedrinho?

E como uma pergunta vale mais que mil palavras terminámos o evento com chave de ouro e Edson convidou todos a aderirem à FCB Storytelling Academy no Facebook. 

Assistência Storytelling + Storydoing no Espaço Digital Assistência Storytelling + Storydoing no Espaço Digital Assistência Storytelling + Storydoing no Espaço Digital

Digam Passarinho! Foi assim que captámos os sorrisos de todos os participantes deste Digital Drink memorável, que podem ver no nosso Instagram e esperamos que vos inspire a inscreverem-se no próximo! Vemo-nos lá?